terça-feira, 3 de março de 2009

♯ Xenia

É me sentindo muito audaciosa, irreverente e pseudo-intelectual que ouso colocar um trecho de uma das mais belas poesias que já li. Ele é de Eugenio Montale, italiano. Logo após, há o link para quem quiser ler na íntegra. O fragmento é tirado de "Xenia I", uma elegia fúnebre.

Dizem que a minha
é uma poesia de impertinência.
Mas se era tua pertencia a alguém:
a ti que não és mais forma e sim essência.
Dizem que no mais alto grau a poesia
exalta o Todo em fuga,
negam que a tartaruga
seja mais rápida que o raio.
Tu, apenas tu, sabias que o movimento
não difere da estase,
que o vazio é o pleno e o céu limpo
a mais difusa das nuvens.
Desta forma compreendo melhor tua longa viagem
prisioneira do gesso e das bandagens.
No entanto não me dá sossego
saber que sós ou juntos somos uma só coisa.


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A tradução é feita do italiano por: Geraldo H. Cavalcanti

Um comentário:

Guilherme Toscano disse...

malandrona, vinha postando aqui em segredo enquanto eu esperava atualizações no outro blog. ok, li textos que me deixaram feliz aqui, então está perdoada.

=*